Um entendimento entre os partidos da coligação PàF e o PS só terá uma consequência: servir “o grande patronato” e “garantir a continuação da exploração” dos trabalhadores. Pelo menos este é o entendimento de Jerónimo de Sousa, numa reação ao apelo ao consenso pós-eleitoral entre os maiores partidos feito pelos patrões e pela UGT.
    
“Geralmente isso resulta nos objetivos do grande patronato”, disse Jerónimo de Sousa, durante uma visita a uma exploração leiteira, no distrito de Coimbra, no âmbito da campanha da CDU.

“Ao grande patronato, tanto o governo PSD como o governo PS serviram-lhe às mil maravilhas”, apontou.


Jerónimo de Sousa reforçou ainda esta convicção: “Para garantir a continuação da exploração, nada melhor do que um governo PS ou PSD, mas, em caso de necessidade, um consenso que permita prosseguir essa mesma política, que tem infernizado a vida aos trabalhadores portugueses”.

O líder comunista salientou ainda que "durante os últimos anos foram transferidos dos rendimentos do trabalho para o capital mais de sete mil milhões de euros" e que por isso não lhe espanta o apelo a entendimentos entre as forças que estiveram no poder nos últimos anos.

“Os patrões têm razão do seu ponto de vista, que é garantir que esse aumento de exploração continue, com consenso daqueles que à vez levaram por diante uma ofensiva brutal contra os direitos dos trabalhadores”, frisou.