O secretário-geral do PCP criticou este sábado, em Vila Real, o Governo por só contar os cerca de 170 mil empregos criados desde 2013 e esquecer os 260 mil postos de trabalho “liquidados” nos dois anos anteriores.

“Ainda hoje Passos Coelho vem dizer que, desde 2013, criaram 170 mil postos de trabalho. Podíamos dizer que esse emprego criado é um emprego com falta de qualidade, precário e sem direitos, mas o que mais leva à nossa crítica é que um Governo que está há quatro anos faz as contas do desemprego só dos dois últimos anos”, salientou Jerónimo de Sousa.


O líder comunista comentava a notícia divulgada pelo jornal "Expresso" sobre os postos de trabalho criados durante o Governo PSD/CDS-PP.

“Ou seja, de 2011 a 2013, em que foram liquidados 260 mil postos de trabalho para o Governo isso não conta, conta só a partir de 2013”, frisou o secretário-geral do PCP.


O líder comunista falava no comício de apresentação da lista de candidatos da CDU às eleições legislativas pelo distrito de Vila Real, que é liderada pela professora Júlia Violante.

Para os militantes e simpatizantes do PCP que se juntaram na praça do município de Vila Real, o líder comunista aproveitou para fazer um balanço do Governo de Pedro Passos Coelho e lembrou os cortes no subsídio de desempregado ao mesmo tempo que há “cada vez mais” desempregados, ainda os “mais 800 mil portugueses em risco de pobreza” e o “meio milhão de pessoas que tiveram que emigrar”.

“Foram quatro anos dramáticos, em que aqui chegados temos um país mais endividado, mais desemprego, mais injustiças sociais e mais dependente do estrangeiro”, frisou.


O líder comunista afirmou ainda que a governação de direita foi também “dramática” para Trás-os-Montes onde, segundo sublinhou, foram encerradas “centenas de serviços públicos” atingindo a educação, a saúde e justiça.

“E o escândalo nacional que é a entrega do património da Casa do Douro a uma instituição criada à pressa”, questionou ainda.


Durante o seu discurso, Jerónimo de Sousa insistiu na ideia de o país “estudar e preparar” a saída do euro e considerou ser uma “irresponsabilidade nem sequer considerar essa possibilidade”.

E, por fim, apelou ao voto sublinhando que todos os votos contam para “reforçar a CDU”. “Nenhum voto se vai perder”, salientou.