A reunião formal de topo entre Governo socialista e PCP para arranque das negociações para o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) realizou-se hoje, no Terreiro do Paço, Lisboa, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo.

As mesmas fontes rejeitaram adiantar quaisquer pormenores sobre o resultado do encontro, hoje à tarde.

A reunião entre as partes aconteceu num dia em que o primeiro-ministro, António Costa, durante as jornadas parlamentares do PS no Alentejo, afirmou que quer manter os parceiros de solução governativa, mas avisou que o último ano de legislatura não pode ser eleitoralista, já depois de o líder parlamentar do PS, Carlos César, ter apelado ao sentido de responsabilidade do BE, PCP e PEV.

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, também hoje, manteve as duras críticas às alterações à lei laboral preconizadas pelo executivo, bem como à crescente convergência com PSD e CDS-PP por parte dos socialistas, desejando a manutenção do rumo traçado em 2015, apesar de nunca se ter verificado o "rompimento com a política de direita".

Os trabalhos entre Governo e PCP, nas instalações provisórias do chefe do executivo do Terreiro do Paço, enquanto a residência oficial de São Bento está em remodelação, contaram com a presença do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, além da do primeiro-ministro e do líder comunista e do presidente do grupo parlamentar do PCP, entre outros elementos, segundo fontes parlamentares.

Dirigentes do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) reúnem-se quarta-feira, pelas 11:30, com António Costa e outros membros do executivo, no mesmo sentido, já depois de a líder do BE, Catarina Martins, e restante comitiva terem sido recebidos há 15 dias, à semelhança do passado, embora continuem a realizar-se a um ritmo quase semanal reuniões setoriais no parlamento.

O PCP é um dos três partidos, juntamente com BE e PEV, que assinou posições conjuntas com o PS permitindo, em novembro de 2015, a viabilização do Governo minoritário socialista.