O líder comunista destacou este domingo um dos maiores êxitos da CDU nos últimos 25 em eleições europeias e apelidou o primeiro-ministro de «kamikaze» por insistir na «política de direita», uma «obra de destruição do país».

«O aumento da expressão e influência eleitorais da CDU, passando de 10,7% para mais de 12% e o aumento do número de mandatos, com a eleição do terceiro deputado, valorizada pelo quadro de redução do número de deputados portugueses, constitui um dos mais significativos êxitos da CDU para o Parlamento Europeu, o mais expressivo nos últimos 25 anos», afirmou, no centro de trabalho Vitória, em Lisboa.

Nas anteriores seis eleições europeias, o melhor resultado da CDU tinha sido verificado em 1989, com 14,4% dos votos e quatro mandatos e, nos últimos três sufrágios - as legislativas de junho de 2011, as autárquicas de setembro de 2013 e agora as europeias -, PCP e PEV subiram sempre a percentagem da sua coligação (7,9% e 11,06%).

«É natural porque (Passos Coelho) estará determinado, como um autêntico kamikaze, na sua obra de destruição do país», respondeu, quando confrontado com declarações do chefe do executivo, reafirmando a confiança no cumprimento da legislatura, até 2015.

Segundo Jerónimo de Sousa, «estas eleições serviram para demonstrar que este Governo, hoje, não corresponde ao sentimento e à vontade da esmagadora maioria dos portugueses», criticando ainda o PS por estar «comprometido» com a «política de direita».

O secretário-geral do PCP justificou a apresentação de uma moção de censura ao Governo, já na próxima semana, pela «prática de permanente confronto com a Constituição da República, de afronta à Lei e de comprometimento do normal funcionamento das instituições» e também a «condenação da política da troika», motivando gritos por parte dos apoiantes: «é só mais um empurrão e o Governo vai ao chão».

«Uma vitória da confiança e da esperança sobre a desistência e o fatalismo, da verdade sobre a mentira, uma clara afirmação da vontade popular e sua força. Um resultado que, confirmando o avanço eleitoral em sucessivos atos eleitorais, é também expressão da contribuição dada pela CDU para a pesada derrota que os partidos do Governo sofreram. Os resultados confirmam ma inequívoca derrota e uma contundente condenação da sua politica», disse.