O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou esta quarta-feira «fundamental interromper» a política seguida pelo Governo pedindo a mudança para uma política patriótica e de esquerda.

 

«[É preciso uma política] que devolva aos portugueses aquilo que lhes foi roubado particularmente nos salários e nas pensões. É uma medida de alcance social, mas também de alcance na perspetiva de desenvolvimento económico», disse Jerónimo de Sousa, adiantando que as pessoas estão «exauridas» e o mercado interno a «sofrer as consequências da falta do poder de compra», disse.

 

«Consideramos que é fundamental interromper esta política», disse Jerónimo de Sousa, em declarações à agência Lusa, à margem de um contacto com a população de lançamento da ação nacional «Uma política patriótica e de esquerda. A força do povo por um Portugal com futuro», junto à estação do Cais do Sodré, em Lisboa.

 

Segundo o secretário-geral do PCP há que «valorizar o trabalho, os salários e as pensões (…) que têm sido tão fustigados por este governo e outros anteriores».

 

Jerónimo de Sousa avança que o PCP pode apresentar aquilo que considera uma «política alternativa patriótica e de esquerda que leve a esta compreensão da necessidade de interromper este caminho para o desastre».

 

O secretário-geral do PCP explicou estar no Cais do Sodré para dizer à população que os portugueses «têm alternativa à politica que está a ser realizada» e em relação ao rotativismo partidário que dura há 38 anos.

 

Durante a ação, Jerónimo de Sousa ouviu algumas pessoas a quem entregou panfletos do partido, entre as quais algumas «queixas e apelos» de ajuda.

 

«Há pessoas com problemas laborais, de desemprego, com dificuldades, problemas da própria vida que resultam destas políticas, mas simultaneamente recebi também muito apoio e simpatia das pessoas que recebem o papel e procuram ler com atenção para nos conhecerem melhor», como reporta a Lusa.