O secretário-geral do PCP negou, nesta terça-feira, qualquer "pacto de não-agressão autárquico" com o PS, reiterando a confiança na Coligação Democrática Unitária (CDU), com "Os Verdes".

O jornal Público avançou na sua edição de hoje, com base em fontes do Governo socialista, a existência de um entendimento entre PS e a cúpula dirigente comunista para que não houvesse a disputa direta de municípios entre os dois partidos.

Jerónimo de Sousa falou após reunião na sede dos habituais parceiros de coligação, “Os Verdes”, na qual ficou novamente estabelecida a colaboração com vista às eleições regionais dos Açores (setembro/outubro deste ano) e autárquicas (setembro/outubro do próximo ano).

Queria dizer que não há pacto nem vai haver agressão. Vai haver uma disputa democrática, eleitoral, onde cada força concorrente apresentará o seu projeto e ideias em termos de poder local", afirmou, questionado sobre a hipótese, que considerou "criativa", para os atos eleitorais locais dentro de menos de ano e meio.

Contudo, o líder comunista admitiu como provável a opção por "entendimentos" pontuais, conforme ditarem os votos populares.

Independentemente, depois, dos resultados e dos entendimentos que são necessários fazer, tendo em conta os interesses das populações - porque os autarcas bons não estão todos na CDU -, é sempre possível entendimentos muito vastos", reconheceu, elogiando a "obra" e "trabalho" realizados pela CDU.

Para Jerónimo de Sousa, "a CDU é para valer e vai valer em todo o país e todo o território nacional".

O nosso encontro foi com ‘Os Verdes'. É sabido que havia intenções de alguns autarcas membros do PS em relação a auscultações, possibilidade de entendimentos. Aqui ou acolá, a nossa resposta foi sempre clara: a nossa forma de concorrer vai ser no quadro da CDU", reforçou.

A líder parlamentar do PEV, Heloísa Apolónia, concordou com o líder do PCP e garantiu que "o balanço que ‘Os Verdes' fazem é muito positivo", manifestando o desejo de "ver reforçado esse trabalho".

A deputada ecologista e dirigente do PEV vincou as críticas à "ingerência metediça da União Europeia" e as necessidades de "reforço do investimento para alavancar a economia" e de "renegociação da dívida".