O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou este domingo que o aumento do salário mínimo nacional foi uma batalha iniciada pelo seu partido e pela juventude comunista, em conjunto com a central sindical CGTP.

Jerónimo de Sousa falou deste assunto de passagem, a meio de um discurso de 40 minutos que encerrou o 10.º Congresso da JCP, na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa, horas depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter declarado que o Governo PSD/CDS-PP está disponível para fazer concessões na concertação social e para discutir o aumento do salário mínimo.

Referindo-se ao trabalho parlamentar do PCP, Jerónimo de Sousa afirmou: «Sublinhamos as propostas do aumento do salário mínimo nacional, que hoje está outra vez na ordem do dia. Tanta vez apresentámos na Assembleia da República, sempre votaram contra. Mesmo em sede de concertação social, alguns que agora vêm falar grosso, estiveram com as posições da maioria. Mas foi uma batalha encetada pela JCP, PCP, em conjunto com o movimento sindical unitário, a CGTP».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, declarou este domingo, em Albufeira, que «o Governo está disponível para aprofundar o esforço de concertação» de modo a «trazer para cima da mesa a discussão da melhoria do salário mínimo nacional e a revisão do que tem a ver com as condições da negociação coletiva».

O chefe do executivo PSD/CDS-PP, que falava no encerramento do 13.º Congresso Nacional dos Trabalhadores Social Democratas (TSD), disse que o Governo «está disponível para fazer concessões», acrescentando que aguarda que a mesma disponibilidade seja manifestada pelos parceiros sociais.