O secretário-geral do PS recusou os conceitos que excluem o PCP do debate democrático, salientou a representatividade dos comunistas na sociedade portuguesa e defendeu uma mudança não só de Governo, mas também de políticas.

António Costa freuniu-se esta terça-feira com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que decorreu na sede dos comunistas e que se prolongou por mais de uma hora e meia.

Acompanhado pelo líder parlamentar, Ferro Rodrigues, e pelo dirigente socialista Porfírio Silva, o líder socialista caraterizou a reunião como «franca», frisou que o objetivo eleitoral do PS é a maioria absoluta, insistiu na sua recusa do conceito de 'arco da governação' e procurou deixar uma garantia: «Não excluímos o PCP do debate democrático», declarou.

 O secretário-geral do PCP, por seu turno, defendeu a necessidade de uma rutura efetiva face às atuais políticas e não apenas em termos de declarações de intenções, criticando soluções tipo «aspirina».

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas após ter estado reunido com uma delegação do PS liderada pelo secretário-geral socialista, António Costa, que decorreu na sede do PCP e que durou mais de uma hora e meia.

O secretário-geral do PCP acentuou a disponibilidade dos comunistas para uma convergência entre as forças de esquerda, mas salientou que essa convergência deve proporcionar uma efetiva rutura «face às políticas de direita» e não se limitar «apenas a declarações de intenções» com «silêncios comprometedores» face a questões estruturantes como o Tratado Orçamental ou a renegociação da dívida, reporta a Lusa.