Por: Redacção / PP | 23- 10- 2011 20: 56
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou este domingo o silêncio de Paulo Portas relativamente às medidas
de austeridade do Governo de que faz parte, enquanto dantes «se mostrava tão preocupado com as famílias portuguesas», escreve
a Lusa.
«E Paulo Portas? Por onde é que andará Paulo Portas que aparecia todos os dias na televisão?», questionou
o líder comunista no encerramento de uma assembleia regional do PCP, em Bragança.
Jerónimo de Sousa começou por reiterar
as críticas do PCP ao Orçamento do Estado para 2012 que apelidou do «pacto de agressão», para questionar a ausência do líder
do segundo partido da coligação governamental PSD/CDS-PP.
«Depois do anúncio destas violentas medidas alguém viu
ou ouviu Paulo Portas, o Paulo Portas que se dizia tão preocupado com as pequenas e médias empresas, com o pagamento atempado
do Estado, o Paulo Portas tão preocupado com as famílias portuguesas remeteu-se ao silêncio», afirmou.
Jerónimo de
Sousa disse que «o CDS pode tentar esconder-se, mas é tão responsável como o PSD e fica claro que o seu distanciamento em
relação ao Governo de Sócrates e ao PSD não passou de uma manobra eleitoralista».
O secretário-geral do PCP acusou
o líder do CDS-PP de não assumir agora posições idênticas às tomadas quando era líder da oposição, apontando como exemplo
as acções contra as petrolíferas que «continuam com a mesma política: rápidas no aumento quando o preço do petróleo sobe,
lentas quando o petróleo desce».
«Portas chegou a deslocar-se à fronteira para mostrar a diferença entre preços de
posicionamento das gasolineiras de Espanha e de Portugal e agora contentíssimo por ser ministro saltita de país em país, anda
sempre a voar por cima, mas já não desce mais aos problemas com que os portugueses são confrontados», declarou.
Jerónimo
de Sousa criticou ainda o que classificou do «falhanço» da cimeira deste domingo da União Europeia, considerando que a ausência
de decisões «é a demonstração de que o tal princípio da coesão económica e social que deveria determinar a União Europeia,
neste momento não existe».
O líder do Partido Comunista Português lembrou que «há uma semana era considerada uma
cimeira histórica com resultados históricos, afinal não ultrapassaram as profundas contradições que resultam fundamentalmente
de interesses cruzados que existem por parte de mega bancos, designadamente alemães e franceses».
«Existe um directório
- ainda por cima tem contradições entre si - em que dois querem mandar em 27, cada um a pensar em si, cada um a pensar safar-se»,
considerou.
O PCP critica «uma União Europeia que está longe de corresponder a esse princípio da coesão económica
e social» e que «não tem nenhuma visão solidária em relação à situação portuguesa».
«Antes pelo contrário, estão
a pensar é alienar a nossa soberania, apertar-nos mais o garrote, ora nós pensamos que este é um caminho de sufoco, de um
país claramente ameaçado no seu futuro e na sua própria independência e soberania», disse.
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