pub

Ler a última notícia

«Passos e Portas seguem exemplo de Pinochet ou Thatcher»

Jerónimo de Sousa considera que são «carrascos do sistema de transportes» públicos

Por: Redacção / PP  |  5- 11- 2011  19: 42

«Passos e Portas seguem exemplo de Pinochet»

Relacionados

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, comparou este sábado o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros ao ditador chileno Pinochet e à antiga primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, como «carrascos do sistema de transportes» públicos.

«Não há nada de novo na receita que pretendem aplicar aqui na Área Metropolitana de Lisboa e no país. Com a privatização do Metropolitano de Lisboa, da Carris, das linhas suburbanas da CP ou da TAP, Passos Coelho e Paulo Portas seguem o exemplo de Pinochet no Chile ou da senhora Thatcher no Reino Unido, como verdadeiros carrascos do sistema de transportes», acusou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP condenou o que apelidou de «criminoso processo de privatização do sector de transportes», durante o encerramento da VII Assembleia da Organização Regional de Lisboa do PCP, no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

Para Jerónimo de Sousa, «a actual ofensiva que está em curso, e que tem como eixo central a entrega deste sector estratégico ao grande capital, andou anos a ser preparada».

«Utilizam e falsificam o argumento da dívida das empresas públicas para justificar a sua entrega aos grupos monopolistas», afirmou, argumentando que a dívida «resultou de uma clara opção política do PS, do PSD e do CDS, pelo subfinanciamento crónico destas empresas, que passaram a suportar, com recurso ao crédito bancário, o investimento público que nunca deveria ter saído do Orçamento do Estado».

«Ao longo de anos, foram criando mais um chorudo negócio para a banca privada, a quem as empresas públicas de transportes pagam hoje centenas de milhões de euros em juros, um valor que já ultrapassa em muito os encargos salariais destas empresas», sustentou.

Para o líder comunista, está em curso «um criminoso processo de privatização do sector de transportes».

Caso não seja travado, defendeu, este processo «arrastará despedimentos em massa, a eliminação dos direitos dos trabalhadores, retirará o direito à mobilidade e ao serviço público de transportes a centenas de milhares de passageiros e vai infernizar ainda a vida de toda a população da área metropolitana de Lisboa, incluindo aqueles que não utilizam transportes públicos».

Em causa estão novos aumentos dos transportes públicos e a redução dos serviços com «a supressão de dezenas de carreiras da Carris, para o encerramento do metro a partir das 23:00, para a eliminação das ligações fluviais para a outra margem do Tejo».

«Rendição incondicional» do PS

Mas o secretário-geral do PCP também acusou este sábado o PS de ter anunciado uma «rendição incondicional» ao Orçamento do Estado com uma abstenção que é «um voto de viabilização de um orçamento brutal».

«O PS, que há muito manobra para se fazer como uma força de resistência e oposição à política do PSD e CDS de Passos e Portas, acaba de anunciar a sua rendição incondicional à proposta do Governo, antecipando um voto de abstenção, um voto que não é mais que um voto de viabilização de um orçamento brutal», defendeu Jerónimo de Sousa.

«Diz José Seguro "este não é o meu orçamento, mas Portugal é o meu país", uma afirmação que é a mais clara confissão de que afinal fazia o mesmo. Mais, disse: "o voto no PS não é necessário para viabilizar o Orçamento do Estado, mas se não houvesse maioria absoluta eu votaria a favor de qualquer orçamento"», afirmou.

Segundo Jerónimo de Sousa, «o PS, com esta posição, não está em cima do muro, não está a dizer "nim", está a dizer sim à política de direita, está a dizer sim ao pacto de agressão que hoje atinge o povo português».

Estamos no Facebookmais aqui

Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio

Toda a programação »

Media Capital | Prisa Media Capital Prisa