logotipo tvi24

«País está a seguir um rumo de desastre»

PCP critica Governo, mas também o Presidente e o PS

Por: Redacção / FC    |   2012-07-02 18:43

O secretário-geral do PCP reafirmou que após um ano de Governo PSD/CDS, o país está pior, culpando também o Presidente da República e o PS, e insistiu na importância da «poderosa luta de massas» neste contexto.

«Declínio económico, retrocesso social, desemprego, saque e dependência externa. É este o rumo que PSD, CDS e PS, com o apoio do Presidente da República, estão a impor ao país. Um rumo de desastre que as mentiras e a propaganda do Governo não iludem», afirmou Jerónimo de Sousa, numa conferência em Lisboa em que apresentou as conclusões da reunião do Comité Central, informa a agência Lusa.

«Portugal está hoje mais endividado e dependente, afundado no plano económico, saqueado nos seus recursos, marcado por crescentes injustiças e pelo empobrecimento da generalidade da população», acrescentou.

Os comunistas dirigem críticas diretas a Cavaco Silva, por ter promulgado recentemente a nova legislação laboral, o que prova «uma vez mais o seu comprometimento com os interesses do grande capital e a renúncia no exercício das suas funções ao juramento que fez de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República».

Para o PCP, esta «evolução desastrosa para a qual o país está a ser arrastado» exige a «derrota desta política e deste Governo», inscrevendo-se neste «imperativo nacional» a moção de censura ao Governo que os comunistas apresentaram na semana passada.

Partilhar
EM BAIXO: Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa

Sampaio, líder da revolta contra Cavaco: «Consenso político está esgotado»
Antigo presidente da República afirma que situação no país está económica e politicamente bloqueada
«Governo pensa que ordenado mínimo é de uma pessoa rica»
Constança Cunha e Sá critica aumento nos descontos dos pensionistas para a ADSE
Seguro defende acordo de concertação social mundial
E também o fim das offshores
EM MANCHETE
Líder da revolta contra Cavaco: «Consenso político está esgotado»
Jorge Sampaio quebra tabu das eleições antecipadas: «Não é algo que se tenha de evitar a todo o custo».
Afinal funcionários que saiam do Estado podem voltar
Polícia usou «força excessiva contra manifestantes»
PUB