pub

Ler a última notícia

Passos nega estar «a proteger» Jardim

Acusado por Louçã, o primeiro-ministro diz que serão esclarecidas «todas as dúvidas» e continua a defender «a responsabilidade civil e penal» para quem violar as regras

Por: Sara Marques  |  28- 9- 2011  17: 22

Debate quinzenal no Parlamento [LUSA]

Relacionados

Acusado no Parlamento por Francisco Louçã de estar a «proteger» Alberto João Jardim, Passos Coelho garantiu: «Não pode dizer que estamos a proteger seja quem for, toda a situação será apresentada com transparência ao país, não há protecção nenhuma», assegurou, referindo-se à situação financeira da Madeira.

Passos Coelho assegurou que na próxima sexta-feira será conhecido o resultado da auditoria e poderão ser esclarecidas «todas as dúvidas».

Francisco Louçã tinha dito que o Governo está a proteger Alberto João Jardim, alguém que é capaz de dizer que o «buraco orçamental é uma coisinha de nada, de dizer que se exploram os madeirenses e até de dizer que vai dar pancada em quem lhe apresentar as contas».

«Os madeirenses vão escolher o seu futuro sem saber que impostos vão pagar? Sem saber com o que podem contar, sem saber o que vai acontecer?», questionou Louçã, depois de o primeiro-ministro ter admitido que o programa de ajustamento da Madeira só será negociado depois das eleições.

Mas Passos Coelho assegurou: «Há uma coisa que este Governo não faz, nem na Madeira, nem nos Açores, que é impor programas a instituições escolhidas pelos eleitores». «Apoiaremos os madeirenses independentemente das escolhas que fizerem, na aplicação o programa de ajustamento. O país nunca deixará de ser solidário, não confundimos os autores das irresponsabilidades com os cidadãos. A solidariedade não termina nestas eleições, mas os madeirenses serão os primeiros a ser chamados a corrigir os desequilíbrios da região, que terão sido criados por aqueles que elegeram», disse ainda.

Louçã lembrou ainda que, antes de ser primeiro-ministro, Passos Coelho escreveu numa rede social que «aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos».

Passos Coelho concordou. «Sempre defendi a responsabilidade civil e penal para titulares de órgãos públicos que violam as regras. Mas a regra é igual para todos, e não apenas para os membros de certos partidos», ironizou.

Estamos no Facebookmais aqui

Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio

Toda a programação »

Media Capital | Prisa Media Capital Prisa