Por: Redacção / SM | 27- 1- 2012 21: 50
O líder do PS/Madeira, Victor Freitas, disse esta sexta-feira que o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim,
é o «rosto do fracasso», considerando que não tem condições para continuar a gerir o arquipélago.
«Assisti hoje,
por parte do presidente do governo, a uma conferência de imprensa em que ele era o rosto do fracasso e o rosto do insucesso
da nossa autonomia», afirmou Victor Freitas, considerando que Jardim assinou, com o plano de assistência financeira, «a destruição
da autonomia regional».
Em conferência de imprensa no Funchal, na qual comentou o plano de resgate da Região apresentado
por Alberto João Jardim, o presidente do PS/M defendeu que as medidas hoje anunciadas são «muito mais gravosas« do que as
que constavam na carta de intenções apresentada há precisamente um mês por Alberto João Jardim.
Já líder do CDS-PP/Madeira
considerou que o plano de ajustamento da Madeira é «negativo e insuportável» e constitui um «atestado de incompetência» à
governação de Jardim, mas lamentou que não tivesse havido maior solidariedade da República.
Considerando que o plano
negociado pelo Governo Regional está sobretudo assente no «aumento brutal dos impostos», José Manuel Rodrigues sustentou que
teria sido possível um outro programa que cortasse nas «despesas inúteis, nos desperdícios e esbanjamentos sem qualquer justificação
e em obras sem qualquer utilidade».
Contudo, acrescentou, como não foi esse o caminho prosseguido e apesar de estar
garantida alguma liquidez nos cofres públicos, haverá «muita escassez de fundos nas empresas e nas famílias».
O Bloco
de Esquerda diz que com o plano de resgate financeiro da Madeira agora conhecido fica demonstrado que a austeridade para os
madeirenses será «agravada» e «ainda pior» do que para os restantes portugueses.
«Caiu a máscara da campanha eleitoral.
Sabemos agora que a austeridade para quem vive na Madeira e no Porto Santo vai ser agravada e ainda pior do que aquela que
já vive toda a gente em Portugal», disse a deputada Catarina Martins, numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República
após a conferência de imprensa em que o presidente do Governo madeirense, Alberto João Jardim, apresentou o plano de assistência
financeira à Região.
Catarina Martins sublinhou que «conquistas até simbólicas» como a do subsídio de insularidade
«perderam-se agora».
«Perdeu-se em toda a linha por um Governo que não soube controlar as contas, que tem negócios
mais do que obscuros, e também por um Governo da República que tem uma receita para a Madeira e o Porto Santo que é má, como
é má para todo o país», disse a deputada do Bloco.
Os partidos com menor representatividade na Assembleia Legislativa
da Madeira criticaram o presidente do Governo Regional pelo «mau» plano de assistência financeira acordado e alertam para
os seus efeitos na economia.
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