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Jardim demite-se se não for reeleito pelo PSD-M

Diz que deixará presidência do Governo Regional da Madeira

Por: Redacção / PC    |   2012-09-18 11:58

O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, garantiu que se demitirá do cargo de presidente do Governo Regional e sairá do partido caso não seja reeleito nas próximas eleições diretas internas que acontecem a 2 de novembro.

«Se não for reeleito, demitir-me-ei de presidente do Governo para facilitar as tais anunciadas eleições antecipadas, como é legítimo que também me demita de um partido que me recusa após lhe ter dado 45 vitórias e nunca, em 38 anos, a oposição nos ter derrotado», disse Jardim num artigo de opinião publicado nesta segunda-feira no Jornal da Madeira subordinado ao tema «Em defesa do PSD/Madeira».

Neste artigo citado pela agência Lusa, o líder social-democrata madeirense tenta «pôr em prato limpos» a situação que vive atualmente o partido, pelo facto de ir disputar pela primeira vez a liderança do PSD-M, visto que o presidente da câmara do Funchal, Miguel Albuquerque anunciou, em março, a sua decisão de se candidatar «independentemente dos candidatos» que pudessem surgir, defendendo a necessidade de renovação.

Jardim recorda que sempre disse que «o PSD-M só era derrotável através da divisão interna» e não deixa de criticar a «colaboração» do CDS «visível nas eleições regionais».

Jardim refere que «as movimentações que visam rebentar o PSD-M por dentro são iniciativa de candidatos a desempregados políticos por via da atual legislação autárquica, acompanhados por indivíduos que já desempenharam funções públicas e que estão ressabiados por delas terem saído.

O líder do PSD-M declara que se demitirá se for derrotado, mas defende também que os seu opositores devem «ter idêntico comportamento ético» se não conseguirem vencer, adiantando que se insistirem em continuar «depois de tentarem rebentar o partido por dentro devem ser afastados nos termos estatutários».

O PSD-M tem congresso regional convocado para os dias 24 e 24 de novembro.

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