Por: tvi24 / CP | 26- 5- 2010 20: 24
O presidente do Governo Regional da Madeira lembrou esta quarta-feira que o sector da comunicação social é matéria dos
órgãos próprios da região, quando confrontado com a decisão da Comissão de Ética da Assembleia da República, que pretende discutir a situação da imprensa
escrita na região.
«Estamos perante um conflito de competências: o Estatuto Político-Administrativo da Região, que
é uma lei da Assembleia da República, considera competência da região e dos respectivos órgãos de governo próprio a comunicação
social», lembrou Alberto João Jardim, à margem da inauguração da recuperação da Levada da Serra do Faial, no troço que começa
no Ribeiro Frio, no concelho de Santana, diz a Lusa.
«Esta questão visa fechar o Jornal da Madeira, é uma iniciativa
que parte do grupo Blandy, que recorre às suas influências, mas há uma coisa que quero lembrar ao grupo Blandy: é que a Madeira
não é a Madeira do tempo do fascismo», atirou. «É que no tempo do fascismo fecharam casas bancárias madeirenses, mas o banco
Blandy ficou de pé. Agora isso não se vai repetir», avisou.
PS quer comissão de inquérito sobre «pluralidade informativa» na Madeira
Para o presidente
do Governo Regional, «o que se está a passar indicia, de facto, que havia aquilo que corria nos mentideros [conversas
de café] do Funchal, que, quando das últimas eleições, houve um acordo entre o CDS e o DN para que o DN apoiasse, como se
viu, o candidato do CDS, para que ele pudesse ser eleito à Assembleia da República e, em troca, ele faria este frete do CDS
ao esquerdista DN».
Questionado sobre se a administração da Empresa Jornal da Madeira irá à comissão parlamentar
prestar esclarecimentos, Alberto João jardim respondeu: «Trata-se de uma audição, não é uma comissão de inquérito. E numa
audição vai quem quer, pura e simplesmente, e irá quem os sócios, diocese e governo, entenderem que vai lá.»
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