
Alberto João Jardim aplaudiu a vitória de François Hollande nas presidenciais francesas, por considerar que representou uma rejeição da «política orçamentalista» e a indicação para um rumo «apontado ao crescimento e ao emprego».
«A França, e bem, rejeitou esta politica orçamentalista que nos afunda numa austeridade, sem luz ao fundo do túnel a não ser para os grandes potentados financeiros, e tenta agora virar para um caminho mais Keynesiano, mais apontado ao crescimento e ao emprego, tal como também a Maioria tem defendido nesta Região Autónoma», lê-se num artigo de opinião publicado no «Jornal da Madeira».
O líder regional madeirense salienta que «não se trata de fugir, de novo, ao rigor orçamental inadiável», mas de «de reorientar a Política para mais investimento e de fazer a Banca reformular os créditos em termos justos e se colocar ao serviço do Bem Comum».
Para Jardim, depois de Nicolas Sarkozy, que saiu derrotado nas eleições francesas, também a chanceler alemã tem motivos para ficar preocupada.
«Não foi só em França que a política do eixo franco-alemão e da sua Banca, levou um safanão. [Angela] Merkel tem o partido mais votado nas eleições regionais do Estado Federado Schleswig-Holstein, onde era governo, mas a maioria parlamentar passa para a soma dos partidos impropriamente ditos de "esquerda"», realça, atirando: «A Senhora que se cuide...».