A Câmara socialista de Viana do Castelo decidiu não dar tolerância de ponto no Carnaval, seguindo a decisão do Governo, e antecipou o tradicional corso para o domingo anterior à terça-feira de Carnaval.

De acordo com o presidente da câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, aquela autarquia vai manter as orientações de 2012 e 2013, em que os cerca de 1.000 funcionários do município não tiveram tolerância de ponto no dia de Carnaval, tal como os restantes trabalhadores da administração pública do Estado.

«A tolerância de ponto foi sempre aplicada para que as pessoas participassem no corso de terça-feira, o que não vai acontecer, novamente, com os restantes funcionários da administração pública, face à decisão nacional, do Governo», explicou José Maria Costa.

Nesse sentido, a autarquia já aprovou a antecipação, pelo terceiro ano consecutivo, do tradicional corso carnavalesco do concelho para o domingo anterior à terça-feira de Carnaval, agendado para 02 de março.

«Optámos por fazer o nosso corso carnavalesco no domingo atendendo ao facto de envolver muitas pessoas que, sem a tolerância de ponto [administração pública do Estado] não podem participar, se ele se realizasse na terça-feira», explicou o autarca de Viana do Castelo.

O corso de Carnaval «trapalhão» de Viana do Castelo é tido como o maior da região e já chegou a envolver, em anos anteriores, à terça-feira, cerca de 3.000 figurantes e mais de vinte carros alegóricos.

O ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, confirmou na quinta-feira que o Governo mantém para este ano o princípio de não conceder tolerância de ponto no Carnaval, dando a entender pouca abertura para alterar a situação após a saída da troika.

«Não há nenhuma alteração relativamente à posição que o governo deixou claro já vai para dois anos», declarou Marques Guedes em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros.

No ano passado, Marques Guedes, então como secretário de Estado da Presidência, havia dito que a não tolerância de ponto seria um princípio a manter-se pelo menos durante a aplicação do programa de assistência financeira, que finda este ano.