O alegado autor do ataque no Museu Judaico de Bruxelas, o franco-argelino Mehdi Nemmouche, foi indiciado na Bélgica por «assassínio em contexto terrorista» e será mantido sob prisão, divulgou esta quarta-feira a procuradoria federal belga num comunicado.

A França, país onde o acusado foi preso, extraditou-o na terça-feira para a Bélgica e a sua acusação foi notificada depois de uma audição na unidade antiterrorista da polícia judiciária federal de Bruxelas e por um juiz de instrução, indicou a mesma fonte.

Durante as suas primeiras audições na Bélgica, o acusado recusou-se a confessar. O seu advogado, Sébastien Courtoy, justificou o seu silêncio devido às fugas de informações para a imprensa.

Mehdi Nemmouche deve ser enviado para a prisão de Mons (sul), segundo os meios de comunicação belgas.

O arguido participará numa reconstituição dos factos no Museu Judaico de Bruxelas, situado no centro da cidade.

Mehdi Nemmouche foi preso em Marselha, no sul de França, a 30 de maio e esteve detido desde o início de junho na prisão de Bois-d'Arcy, na região de Paris.

O franco-argelino, de 29 anos, é acusado de quatro assassínios, cometidos a 24 de maio, depois de abrir fogo sobre as pessoas no Museu Judaico de Bruxelas.

A pedido das autoridades belgas, Nemmouche foi transferido na terça-feira de manhã, num comboio especial, escoltado pela polícia francesa (gendarmerie).