O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, garantiu esta segunda-feira em Bruxelas que a «solidariedade» da União Europeia em relação à Ucrânia é «bastante forte» e indubitável, tanto em termos económicos, como políticos.

O governante português falava aos jornalistas em Bruxelas, no final de um Conselho de Negócios Estrangeiros em que o tema dominante foi a situação na Rússia e na Ucrânia, depois de questionado sobre declarações do embaixador daquele país em Lisboa, Oleksandr Nykonento.

O embaixador da Ucrânia em Lisboa considerou hoje, em declarações à agência Lusa, que gostaria que o apoio de Portugal à integridade territorial daquele país fosse mais consistente e espera que Bruxelas anuncie uma renovação do tratado de associação.

«A posição de solidariedade é certamente bastante forte, visto que há uma predisposição de ajudar o governo ucraniano quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista político, do ponto de vista económico havendo financiamento, empréstimos, investimentos na Ucrânia e do ponto de vista político ajudando o governo na preparação das eleições, com medidas anticorrupção, para se conseguir uma governo mais eficaz e mais inclusivo», sustentou Rui Machete.

Para o chefe da diplomacia portuguesa, esta «é uma indubitável manifestação de solidariedade» à Ucrânia e «de reprovação da conduta da Rússia».

Interrogado sobre se podem vir a ser retirados ou negados vistos «gold» a investidores potencialmente envolvidos nesta crise no leste europeu, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que para já não tem dados nesse sentido.

«No caso destas sanções penso que não, não estive a comparar as listas mas penso que não, não me parece que estas pessoas tenham pedido vistos "gold"», afirmou Machete.

O governante adiantou ainda que neste encontro os ministros europeus aprovaram ainda a estratégia para o Golfo da Guiné, que vai ser discutida na próxima cimeira União Europeia-África, a 02 e 03 de abril, em Bruxelas.