PSD e CDS-PP apresentaram na noite de quarta-feira os nomes que pretendem ouvir na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES, destacando-se na lista o nome do ex-comissário europeu Olli Rehn.

O finlandês, antigo comissário dos Assuntos Económicos e Monetários, é um das dezenas de nomes que ambos os partidos querem ouvir, indica requerimento conjunto de PSD e CDS-PP ao presidente da comissão, Fernando Negrão, texto a que a agência Lusa teve acesso.

No documento, é pedida a audição de diversos elementos do Governo: Paulo Portas, vice-primeiro-ministro, Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças e Pires de Lima, ministro da Economia, integram a lista.

PSD e CDS-PP chamam também à comissão diversos ex-governantes do PS: a presença no parlamento de Vieira da Silva, Manuel Pinho, Correia de Campos, Ana Jorge e Teixeira dos Santos é reclamada por ambos os partidos.

É pedida também a presença da troika na comissão de inquérito, bem como de diversos responsáveis da supervisão e governação, casos do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa ou do presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares.

Também Vítor Constâncio, ex-governador do banco central português e atual vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) deve, na ótica de PSD e CDS-PP, prestar esclarecimentos no parlamento, à imagem de diversos nomes da família Espírito Santo e administradores e ex-administradores do BES e do Novo Banco.

No total, o PSD tem sete deputados efetivos na comissão de inquérito ao BES, incluindo o presidente, Fernando Negrão, o PS tem cinco parlamentares, PCP e CDS dois e o BE um.

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição.

No chamado banco mau ("bad bank"), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas, enquanto no "banco bom", o banco de transição que foi designado Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.