O PS pediu esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) informações referentes ao «volume transacionado em ações do BES» entre 28 de julho e 01 de agosto, documentação que o partido pretende utilizar na comissão de inquérito.

De acordo com texto apresentado esta sexta-feira ao presidente da comissão de inquérito, Fernando Negrão, e ao qual a agência Lusa teve acesso, é pedido à CMVM o volume transacionado de ações do banco no referido período, discriminado por dia, hora e «percentagem de clientes institucionais e percentagem de clientes não institucionais».

O pedido de documentação da CMVM junta-se a diferentes outros textos e missivas solicitados pelos vários partidos para apoiar os trabalhos parlamentares.

No total, serão ouvidos na comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo (BES) mais de 120 personalidades, entre reguladores, supervisores, gestores, elementos da família Espírito Santo e figuras políticas, do atual Governo mas também do anterior executivo do PS.

A primeira audição da comissão de inquérito parlamentar, proposta pelo PCP e aprovada por unanimidade, decorrerá a 17 de novembro.

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição.

No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas, enquanto no 'banco bom', o banco de transição que foi designado Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.