O ministro da Presidência e dos Assuntos parlamentares, Luís Marques Guedes, disse que «o que interessa são as tendências» depois de ter sido divulgada, esta quinta-feira, a queda de 1,8% das exportações em janeiro.

«O que interessa fundamentalmente são as tendências e não devemos correr atrás e não devemos ficar eufóricos ou otimistas quando há um crescimento mensal com significado pronunciado, nem ficar deprimidos quando por alguma razão, provavelmente também conjuntural, há uma inflexão», disse Luís Marques Guedes.

Marques Guedes respondia assim aos jornalistas quando questionado sobre os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) que hoje divulgou a queda de 1,8% das exportações em janeiro deste ano, assim como a redução de 10,2% das importações.

O recuo das exportações, avançou o INE, reflete a evolução negativa do comércio extra União Europeia (UE), com uma queda de 7,1%, sobretudo no que diz respeito a combustíveis minerais e máquinas e aparelhos, já que se registou um aumento das vendas dentro do espaço comunitário (0,2%).

Excluindo o grupo dos combustíveis e lubrificantes, em janeiro de 2015, as exportações aumentaram 1,4% e as importações desceram 1,4% face ao mês homólogo.

Marques Guedes afirmou desconhecer as razões da flutuação negativa das exportações em janeiro, mas reforçou que estes «são dados mensais» que muitas vezes se alteram «de um mês para o outro por razões que são meramente conjunturais e normalmente explicáveis pelas próprias entidades que fazem esses levantamentos estatísticos», como foi o caso.

«A verdade é que as exportações de Portugal têm tido um crescimento sólido e robusto ao longo dos últimos, pelo menos, dois anos e isso é fruto da recuperação e retoma de crescimento a que de uma forma já consolidada se assiste na sociedade portuguesa», disse.