O porta-voz do CDS-PP defendeu esta segunda-feira que o crescimento do PIB em 0,2% face ao trimestre anterior e a melhoria da atividade económica perspetivada pela OCDE demonstram a «consistência dos sinais» de que o país está «a recuperar».

«Neste caso, não haver novidades é positivo, durante muito tempo tivemos a existência de novidades porque todos os trimestres eram de recessão. Portanto, o que é mais importante assinalar é a consistência dos sinais», afirmou João Almeida.

O também «vice» da bancada centrista, que falava aos jornalistas no Parlamento, considerou que os dados hoje revelados consubstanciam, depois de dois trimestres de crescimento, «indicadores de futuro que antecipam um desempenho económico positivo, inclusivamente mais positivo do que países como Espanha».

«Isto é um cenário que tem uma consistência diferente, muito mais estável, e que permite antecipar que o país está, de facto, a recuperar. Analisando mais ao detalhe os indicadores, é muito relevante do investimento, muito importante, que está num nível ainda muito elevado, que é o desemprego», sustentou.

«Acho que o facto de os partidos da oposição dizerem que não há a dizer é um excelente indicador do que está em causa, porque, normalmente, têm coisas a dizer», afirmou, referindo-se ao facto de PS, PCP e BE não terem reagido aos números do INE e à perspetiva da OCDE.

João Almeida sublinhou que «o CDS foi prudente, durante muito tempo disse que havia indicadores positivos, mas que precisava de ganhar consistência».

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje as previsões para a economia portuguesa no terceiro trimestre, apontando para um crescimento de 0,2% face ao trimestre anterior e uma queda de 1% face ao mesmo trimestre de 2012.

De acordo com a segunda estimativa do INE, no terceiro trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,2% face ao trimestre anterior, «refletindo um contributo positivo da procura interna que mais do que compensou o contributo negativo da procura externa líquida».

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) voltou hoje a perspetivar uma melhoria da atividade económica em Portugal e para o conjunto da zona euro, assim como para os principais países que integram a organização.