O ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, Marty Natalegawa, reúne-se na segunda-feira, num encontro bilateral, com o chefe da diplomacia portuguesa, Rui Machete.

Numa nota enviada às redações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português destaca que a reunião entre os dois ministros «representa um passo importante para o aprofundamento das relações entre Portugal e a Indonésia».

Este será o segundo encontro entre Rui Machete e Marty Natalegawa, depois de terem reunido, em setembro do ano passado, à margem da semana ministerial da 68.ª assembleia-geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Após ter participado no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, o ministro indonésio deslocou-se a Paris, antes de viajar para Lisboa.

A mesma nota sublinha que «Portugal vive um momento de intensificação do relacionamento político e económico com os seus parceiros da Ásia¿Pacífico» e lembra que este ano terá lugar, pela primeira vez, uma cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em Timor-Leste.

A visita «representa mais um passo importante para o aprofundamento das muito boas relações existentes hoje em dia entre Portugal e a Indonésia», algo que se reflete, por exemplo, na «troca de apoios recíprocos a candidaturas e organismos internacionais», disse à Lusa uma fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A primeira visita de um chefe de Estado português desde que as relações bilaterais foram retomadas, em 1999, após 24 anos de congelamento devido à ocupação indonésia de Timor-Leste, aconteceu em 2012, quando Cavaco Silva se encontrou com o seu homólogo, Susilo Bambang Yudhoyono, em Jacarta.

Nessa ocasião, foi endereçado um convite ao presidente e ao ministro dos Negócios Estrangeiros indonésios para visitarem Portugal, mas não está ainda prevista qualquer deslocação de Susilo Bambang Yudhoyono nesse sentido.

A Indonésia atravessa um período de incerteza, que se reflete na economia, com eleições legislativas em abril e presidenciais em julho, dado que Susilo Bambang Yudhoyono, o único presidente escolhido por eleição direta, não poderá recandidatar-se, devido à acumulação de mandatos.

A cooperação bilateral abarca várias áreas, como educação, cultura e turismo, sendo que as transações entre Portugal e Indonésia representam menos de um por cento do volume total de negócios de ambos os países.

Os portugueses foram os primeiros europeus a chegar à Indonésia, há cinco séculos, e a herança lusa - não apenas património material, cultural e linguístico, mas também religioso, com a introdução do catolicismo ¿ é recordada pela maioria dos indonésios.