O Governo vai decretar luto nacional, na sequência dos incêndios que devastaram o país neste fim de semana e que já fizeram 31 mortos e 51 feridos. A informação foi confirmada à TVI24 por fonte do gabinete do primeiro-ministro, embora ainda não se saiba quando é que isto vai ser anunciado.

O primeiro-ministro, António Costa, cancelou a sua agenda oficial para esta segunda-feira. O Presidente da República, por sua vez, cancelou toda a sua agenda até quarta-feira, que incluía uma deslocação à Madeira. 

A audição da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, agendada para terça-feira, no Parlamento, também foi esta segunda-feira cancelada. A informação foi prestada pelos serviços de apoio da comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias aos deputados, por email, a que a Lusa teve acesso.

Mais de 500 incêndios deflagraram no domingo, naquele que já é considerado pela Proteção Civil como "o pior dia do ano em matéria de incêndios".

Na madrugada de domingo, António Costa esteve na sede da Autoridade Nacional da Proteção Civil, em Carnaxide, para avaliar a situação no país. O chefe do Executivo anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Constança Urbano de Sousa recebeu o apoio político de Costa e esta segunda-feira de manhã, quando a contagem do número de mortos ia em 27, a ministra afirmou que não se demitia.

Para mim seria mais fácil, pessoalmente, ir-me embora e ter as férias que não tive, mas agora não é altura de demissões”, afirmou a ministra aos jornalistas, num “briefing”, na sede da ANPC em Carnaxide, Oeiras.