O secretário de Estado da Administração Interna assegurou que, até ao final da próxima semana, vão entrar em funcionamento mais duas estações móveis da rede de comunicações SIRESP, passando o sistema a dispor de quatro unidades pré-posicionadas pelo país.

Estas duas unidades móveis estão confiadas à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e foram adquiridas em 2015 através de fundos comunitários, mas ainda não estavam equipadas com ligação satélite.

Na semana passada, o Governo anunciou a aquisição de antenas-satélite por ajuste direto, depois de ter iniciado em 2016 um procedimento contratual.

As duas viaturas que foram adquiridas pelo último Governo, em 2015, são viaturas que não tinham mais função do que apenas replicar o sinal (…). O que nós necessitamos é de viaturas que tenham capacidade de substituir as estações que vão ficando em baixo. Na próxima semana essas duas viaturas já estão equipadas com ligação satélite e, a partir de agora, passamos a ter quatro viaturas”, disse Jorge Gomes aos deputados do grupo de trabalho sobre a reforma da floresta.

Mobilização diferente

O secretário de Estado adiantou que, com a entrada em funcionamento destas duas estações móveis, as quatro unidades disponíveis vão passar a estar “pré-posicionadas no país”, deixando de estar estacionadas em Lisboa, para permitir uma “resposta muito mais rápida”.

Queremos, inclusivamente, alterar o sistema de solicitação dessas viaturas. Ou seja, quando um incêndio começa a ter determinada dimensão, independentemente de haver falhas, a viatura parte logo para lá. Se fizer falta já lá está”, sustentou.

No final da audição, o secretário de Estado disse à agência Lusa que as duas estações móveis vão entrar em funcionamento até ao final da próxima semana. A sua ligação por satélite tem um custo de 70 mil euros.

Atualmente existem duas estações-base móveis auto transportadas, estando uma confiada à PSP e outra à GNR, e são geridas pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), sendo que a sua ativação tardia, durante o incêndio de Pedrógão Grande, tem sido criticada.