O candidato presidencial Henrique Neto avaliou hoje que o presidente do CDS-PP tinha "morte anunciada" em termos políticos e acusou o seu concorrente Marcelo Rebelo de Sousa de querer "parecer de esquerda".
 

"Era uma morte anunciada, portanto, não é uma grande novidade. Era previsível, com a derrota da coligação, o CDS vai ter dificuldades, agora sozinho, em se afirmar. Portas é um político experiente e sabe que iria ter muitas dificuldades e, provavelmente, voltar, mais tarde ou mais cedo, ao táxi [grupo parlamentar reduzido]. Ele não quer ir para o táxi como há uns anos e saiu, deu lugar aos mais novos. É positivo", disse, num intervalo da distribuição de panfletos, na Baixa lisboeta.


O empresário, que também ia apresentar a sua biografia "Henrique Neto, O estratega - Histórias de Vida de um Homem de Visão", numa livraria do Chiado, considerou que a cisão formal da coligação governamental PSD/CDS-PP não terá influência quanto ao apoio de sociais-democratas e democratas-cristãos ao antigo comentador político Rebelo de Sousa.
 

"Marcelo Rebelo de Sousa quer parecer que é de esquerda. Presumo que está à espera que votem nele, na esquerda, mas não creio [que tenha influência]... a eleição presidencial tem características diferentes e os dois partidos continuarão a trabalhar, apoiando-o", afirmou.


Sobre o facto de ter sido o primeiro nome sorteado para figurar no topo do boletim de voto das presidenciais de 24 de janeiro, o militante socialista e antigo deputado pelo PS desvalorizou o sucedido, embora mostrando agrado.

"Nunca me saiu a sorte grande, desta vez saiu-me o primeiro lugar. É um fator positivo. Tem graça", concluiu.