"A formalização das intenções de Maria de Belém em se candidatar à Presidência da República, depois das anteriores hesitações, não surpreende ninguém. Na verdade, trata-se de um ‘segundo candidato' do PS, em representação de um dos grupos que no partido esperam o resultado das eleições legislativas", declarou Henrique Neto, em comunicado.


Maria de Belém


"Sem o apoio do PS não serão candidatos relevantes e não será de esperar deles nenhuma autonomia em relação ao partido, nem novas ideias em relação ao futuro de Portugal. Se tivessem essa autonomia e essas ideias tinham-nas apresentado ao país quando poderiam ter contribuído para evitar o desastre", afirmou.



"Eles representam a ideia da manutenção do cordão umbilical entre o Presidente da República e um dos partidos do chamado ‘arco do poder' e, assim, ambos os lados da equação partidária tentam garantir que não surgem ‘intrusos' no castelo do poder que possam colocar em causa os interesses adquiridos que conduziram Portugal para o empobrecimento e para a dependência externa", declarou.