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Ministro preferia ter feito «voo inaugural dos novos helicópteros»

Portugal abandonou o projeto cooperativo dos aparelhos NH90 e a consequente compra de dez unidades destes para o Exército

Por: Redacção / CM    |   2012-07-02 17:50

O ministro da Defesa assumiu, nesta segunda-feira, que preferia ser o responsável pela inauguração da esquadra de helicópteros NH90, mas que é preciso «distinguir o essencial de tudo o resto».

«Não quero discutir se os helicópteros eram ou não necessários ao Exército, se em 2001 se decidiu pela sua compra é porque eram necessários, não duvido dessa necessidade e sei que ao Exército vai ser exigido que façam mais com menos equipamento», afirmou José Pedro Aguiar-Branco, citado pela Lusa.

O ministro da Defesa, que discursava nas cerimónias de comemoração do 60º aniversário da Força Aérea Portuguesa, na base aérea do Montijo, disse que esta é uma exigência «a todos os ramos, a todos os ministérios, a todos os portugueses».

«Ninguém o faz por gosto, preferia muito mais ser conhecido como o ministro que fez o voo inaugural dos novos helicópteros do que o que anunciou a saída do programa. Teria certamente menos críticas, mas faz parte e tinha de ser, especialmente por respeito às pessoas que confiam em nós, na nossa capacidade de estabelecer prioridades e de, nestes tempos, sabermos distinguir o essencial de tudo o resto», defendeu.

O Ministério da Defesa anunciou no sábado que Portugal vai abandonar o projeto cooperativo dos helicópteros NH90 e denunciar o contrato de compra de dez destes aparelhos para o Exército.

Segundo a tutela, a continuação no programa iria implicar gastos na ordem dos 420 milhões de euros até 2020 e que já no próximo ano, 2013, Portugal teria de pagar «um valor a rondar os 120 milhões de euros».

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EM BAIXO: Ministro da Defesa, José Aguiar Branco - MIGUEL A. LOPES / LUSA
Ministro da Defesa, José Aguiar Branco - MIGUEL A. LOPES / LUSA

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