A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa elogiou hoje o "sopro de inovação e mudança" que é o programa eleitoral socialista e sugeriu que todos os candidatos a deputados e futuros governantes assinem um "compromisso ético".

"Como cidadã e portuguesa, saúdo este programa eleitoral, que me parece sério e ambicioso. Já li muitos na minha vida. Muitas vezes, verificamos que é um somatório de coisas que, depois, não batem certas. Neste, há um sopro de inovação e mudança que será a base de uma nova maioria", afirmou Helena Roseta, citada pela Lusa, na convenção nacional do PS, que decorre desde sexta-feira no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.


A antiga deputada do PSD e PS, que já foi eleita vereadora "alfacinha" pelo movimento Cidadãos por Lisboa antes de voltar a integrar as listas socialistas como independente, avançou com a ideia inovadora.

"A exigência acrescida de um compromisso ético com os valores da República, os direitos sociais e a decência", resumiu, adiantando que todos os candidatos a deputados, futuros membros do Governo e outros servidores públicos deviam assinar um documento do género.


Para Helena Roseta, é preciso "mudar e só há uma maneira - pôr lá um novo Governo, liderado pelo PS", justificando: "do outro lado, não há medidas nenhumas, é mais do mesmo e mais do mesmo a gente não quer".

A arquiteta deixou ainda críticas ao vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, lamentando que a coligação tenha expressado "nove garantias" aos portugueses pela voz do "senhor irrevogável" e ao primeiro-ministro, Passos Coelho, por ter dito que Portugal vir a aceitar uma determinada quota de refugiados dependia da economia, considerando este argumento "uma vergonha!".

Sobre o tema, Helena Roseta defendeu que o país devia voltar a ser "não apenas uma terra de partidas, mas também uma terra de chegadas, como sempre foi, historicamente, uma terra de acolhimento".

"Prioridade às pessoas e seus direitos e valorizar ou cuidar do território" foram as prioridades destacadas pela antiga deputada.