O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu na noite de quarta-feira, em Lisboa, “uma intervenção pública” nos CTT, numa medida que não tem de ser necessariamente uma nacionalização.

No início de uma greve de dois dias dos trabalhadores dos CTT, o secretário-geral dos comunistas esteve junto da central de distribuição em Cabo Ruivo, em Lisboa, para prestar solidariedade aos trabalhadores.

Não olhem para isto como um conflito laboral apenas. Está em causa o interesse nacional”, disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas em Cabo Ruivo, numa ação onde stiveram também presentes o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, o seu homólogo da UGT, Carlos Silva, e o deputado comunista José Soeiro.

Na prática, a greve de dois dias começa ainda hoje à noite, dado que vários grupos de trabalhadores do centro de tratamento de correio de Cabo Ruivo, em Lisboa, iniciam o seu turno às 22:00 e às 23:00.

Às primeiras horas de quinta-feira, os sindicatos em piquete junto ao centro de distribuição de Cabo Ruivo, em Lisboa, anunciaram que no primeiro turno, que envolvia 250 funcionários, cerca de 80 por cento paralisaram, englobando os serviços postais na capital, no Porto e em Coimbra.

Na terça-feira, os CTT divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

Os CTT empregam 6.700 pessoas.