O líder do PCP criticou este domingo o que apelidou de manobras da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) contra a Grécia, considerando que têm de ser os gregos a decidir o seu presente e futuro.

"Quando se anuncia a realização de um referendo na Grécia no dia 05 de julho, o PCP reafirma a sua firme condenação das manobras da União Europeia e do FMI contra a Grécia e a exigência de que seja respeitado o direito do povo grego a decidir do seu presente e futuro, livre de quaisquer ingerências e chantagens", afirmou Jerónimo de Sousa, em Lisboa, no final de uma reunião do Comité Central partido.

Jerónimo de Sousa reforçou que o PCP "condena o processo de ingerência e chantagem da União Europeia e do FMI contra o povo grego e as suas opções, que procura impor o prosseguimento e intensificação da política ao serviço do grande capital e do diretório de potência da UE, política que está na origem da catastrófica situação económica e social daquele país".

Para Jerónimo de Sousa, "este processo vem confirmar que a 'União Europeia da coesão e da solidariedade' não existe”.

“Nas chamadas 'negociações', a UE e o FMI nunca estiveram interessados em solucionar os graves problemas do povo e da economia, mas sim impor políticas de maior e brutal exploração e uma nova sangria dos recursos daquele país", afirmou.

O PCP, referiu, reafirma a sua "solidariedade aos trabalhadores e ao povo gregos, que resistem e lutam contra as imposições da União Europeia e do FMI, exigindo respeito pelas suas opções soberanas em defesa dos seus direitos e interesses".

E também "condena a inaceitável postura de alinhamento do Governo PSD/CDS e do Presidente da República no processo de pressão contra o povo grego, que é contrária aos interesses do povo e do país".