O ministro da Presidência considerou esta quinta-feira que o Governo grego tem dirigido "piropos" a Portugal e outros países do sul da Europa como parte da sua estratégia política, e manifestou dúvidas sobre o seu resultado.


"É a estratégia política que o Governo grego está a seguir. Veremos qual é o resultado", afirmou Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.


Questionado sobre as referências feitas a Portugal pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, o ministro da Presidência qualificou-as como "piropos" que têm sido "muitas vezes" dirigidos a Portugal, mas também a outros países do sul da Europa.

"Eu penso, com toda a franqueza, que isso tem que ver com uma estratégia política da parte do próprio Governo grego, que obviamente eu não vou comentar", disse Luís Marques Guedes.

"Posso achar, neste ou naquele momento, que são de mau gosto, mas compreendo que faz parte de uma política. E é a estratégia política que o Governo grego está a seguir. Veremos qual é o resultado", acrescentou, de acordo com a Lusa.


Governo não se pronuncia sobre processo grego


Interrogado sobre que balanço o Governo português faz dos acontecimentos dos últimos dias, e que ponto da situação pode fazer, com base nas informações de que dispõe, o ministro da Presidência não quis fazer nenhuma leitura ou análise das negociações em curso sobre o futuro da Grécia.

"A decisão relativamente ao problema grego é uma decisão europeia. Não é uma decisão individual de nenhum país em particular, e seguramente não do nosso país em concreto", justificou.


Marques Guedes reiterou apenas que o Governo português está "empenhado numa boa solução que poupe o povo grego a mais provações do que aquelas que já tem tido", no quadro das "regras de participação da zona euro".

"Essa é uma decisão que parte, em primeira linha parte, da própria Grécia, como é evidente, de aceitar as regras de participação na zona euro, e por outro lado da própria zona euro, da própria Europa", disse o ministro.

"O Governo português continua obviamente empenhado e esperançado em que se encontre uma solução que seja boa para a Grécia e boa para a Europa", acrescentou.