A maioria PSD/CDS-PP e o PS rejeitaram hoje projetos do Bloco de Esquerda e do PCP para reforçar o atendimento nos serviços de urgência dos hospitais e alargar a todos os concelhos o serviços de atendimento permanente.

O projeto de lei do Bloco de Esquerda para a criação, em todos os serviços hospitalares de urgência polivalente, de um serviço de urgência básica, foi rejeitado pelo PSD, CDS-PP e PS, e teve os votos favoráveis do PCP e PEV.

A deputada Helena Pinto justificou a diploma afirmando que as urgências hospitalares estão «em rotura» sendo que «46 por cento» dos utentes atendidos naqueles serviços «são doentes não urgentes» que chegam a esperar «sete e oito horas».

«Tudo se mistura na urgência, doentes emergentes, urgentes e aqueles que estando doentes não tem outro local onde se dirigir», frisou a deputada, no debate em plenário.

O projeto de resolução do PCP, também rejeitado, recomendava ao Governo que garanta a existência de «pelo menos um serviço de atendimento permanente por concelho» que funcione «no mínimo entre as 8 horas e as 24 horas» com a possibilidade de funcionar durante 24 horas.

No debate, a deputada do PS Catarina Marcelino disse acompanhar «o tema e as preocupações do PCP e do BE», mas destacou que as soluções propostas «têm algumas dificuldades de aplicação porque os recursos são poucos e não permitem uma resposta em cada concelho».

O deputado do PSD Pina Prata justificou a recusa dos diplomas, afirmando que caso fossem aprovados «era bem maior o roubo e o estrago» que estaria a ser causado «ao Serviço Nacional de Saúde e aos recursos financeiros dos portugueses».

O deputado elencou várias medidas do atual Governo que para a reorganização das urgências hospitalares. Do lado do CDS-PP, Isabel Galriça Neto destacou «as medidas do Governo para reforçar o acesso aos cuidados de saúde primários» com abertura de novas Unidades de Saúde Familiar e a «prioridade» à formação de especialistas em medicina geral e familiar.