O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Poiares Maduro, afirmou este sábado desconhecer dúvidas da troika quanto à capacidade do Governo cumprir o corte de 4.000 milhões de euros nas funções dos Estado.

«Não tenho qualquer indicação. Não estamos sequer no âmbito de uma visita política no quadro da troika, afirmou Miguel Poiares Maduro aos jornalistas em Macedo de Cavaleiros, onde foi recebido com protestos.

O ministro recusou comentar as «informações hoje veiculadas ou quaisquer considerações relativamente ao que certas fontes terão dito sobre uma visita técnica da 'troika' a Portugal».

O ministro adjunto lembrou que «a sétima avaliação está terminada e foi concluida com sucesso».

«É claro que os portugueses têm consciência de que este Governo sempre cumpriu com tudo o que se comprometeu no âmbito do programa de assistência e sempre demonstrou enorme coragem política para fazer o que é necessário para o país», afirmou.

Poiares Maduro tinha à sua espera em Macedo de Cavaleiros uma manifestação em defesa da manutenção do hélicoptero do INEM nesta localidade.

À entrada da Feira de S.Pedro, inaugurada pelo governante, os manifestantes vairam o ministro, cantaram-lhe a Grândola Vila Morena e gritaram palavras de ordem alusivas aos motivos do protesto.

Poaires Maduro escusou-se a falar aos jornalistas sobre a retirada do helicóptero de Macedo de Cavaleiros, argumentando que não se pronunciava sobre decisões de colegas de Governo.

Relativamente ao acordo estabelecido esta semana entre os sindicatos de professores e o Ministério da Educação, o ministro adjunto assegurou que «não há qualquer regime de exceção para os docentes» pois mesmo antes da greve já estava definido que os professores não seriam colocados em mobilidade especial.

«A própria mobilidade entre escolas iria permitir evitar quelquer problema desse tipo», disse aos jornalistas.

Considerou ainda que «é um pouco irónico que se critique um dia o Governo por mostrar um certo autismo ou incapacidade de conseguir consenso com os parceiros sociais e noutro dia, depois de o Governo ter feito um acordo com parceiros sociais, isso ser visto como sinal de fragilidade».