O primeiro-ministro, António Costa, reiterou esta quarta-feira, durante o debate quinzenal, que o Novo Banco é uma “questão complicada”. Por isso, a melhor estratégia para a enfrentar é “ninguém fechar portas”, o que poderá pôr em cima da mesa um cenário de nacionalização do banco.

Costa reforçou ainda que a solução passará pela melhor estratégia, mas que a solução sem custos para os contribuintes foi um “devaneio”.

Nós devemos estar com uma atitude aberta, ver quais são as conclusões quem em concreto existem. E perante as alternativas que efetivamente se apresentem tomar uma decisão com um critério fundamental: que é aquela que melhor protege os contribuintes desse devaneio de que essa era uma solução sem custos para os contribuintes e aquela que melhor protege a estabilidade do sistema financeiro e as condições de financiamento da economia nacional”.

“Estes são os nossos critérios para a decisão e a decisão será tomada quando existirem todos os dados que permitam essa tomada de decisão. Até lá, vamos mantendo o nosso diálogo”, concluiu.

Jerónimo apela à nacionalização do Novo Banco

O secretário-geral do PCP defendeu esta tarde no Parlamento, explicitamente, a nacionalização do Novo Banco.

"Quantos mais milhares de milhões de euros é preciso o Estado injetar nesses bancos?", questionou o líder comunista.

Jerónimo alertou ainda que "não haverá banca nacional se não for pública" e que "ainda há tempo e solução": através da "concretização da nacionalização, em definitivo, do Novo Banco".