O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, garantiu hoje que, com a coligação PSD/CDS-PP, o Estado não vai falir, considerando que este é um compromisso que o PS não pode fazer.

“O compromisso que nós conseguimos fazer, porque os quatro anos o demonstram e porque não aderimos a cenários como aqueles que acontecem na Grécia, é que connosco o Estado não vai falir”, afirmou em Viseu, durante a conferência “A economia: presente e futuro”, promovida pela coligação.


Segundo Adolfo Mesquita Nunes, com o PSD e o CDS-PP “vai ser possível manter e preservar o Estado social”, mas “esse é um compromisso que o PS não pode fazer”.

Na sua opinião, o PS ainda está em 2011, não reconhecendo as razões da crise, nem os problemas do endividamento e do défice.

“O PS não reconhece qualquer deficiência no modelo de funcionamento que seguimos nos últimos 15 anos, não encontra qualquer motivo para alterar as suas políticas, continua a culpabilizar a crise internacional” e a falar numa “conspiração de bancos” e de países do norte e de o BCE quererem prejudicar Portugal, criticou.


O secretário de Estado referiu que, enquanto o Governo está “a procurar falar de futuro”, o PS pretende “ajustar contas com quem não votou neles em 2011”.

“Estas eleições são para termos a certeza de que a ‘troika’ não vai voltar. Não deviam servir para ajustes de contas promovidos por aqueles que trouxeram a ‘troika’ a Portugal”, afirmou.


Adolfo Mesquita Nunes referiu que, para o PS, “tudo o que de bom acontece em Portugal a responsabilidade é do BCE”, mas “tudo o que de mau acontece na Grécia é da responsabilidade do BCE”.

“Inventam, como os populistas sabem inventar, inimigos externos, conspirações, de um lado os bons, de outro lado os maus. O mundo, infelizmente, não é a preto e branco”, acrescentou.


Na sua opinião, o país não precisa “deste clima político e desta linguagem que o PS usa, de que um lado estão os bons e do outro os maus”.

O secretário de Estado realçou que “o PS teve vários cenários alternativos em que apostou para demonstrar que tinha razão”, em primeiro o da França e depois o da Itália, mas que abandonou porque os responsáveis dos dois países perceberam que “sem rigor nas contas e sem alguma liberalização da economia” não haveria crescimento.

“Até que chegou o exemplo da Grécia, ao qual o PS se agarrou para demonstrar que era sim possível bater o pé à Europa, por os nossos credores com as pernas a tremer”, afirmou.


No seu entender, “está à vista de todos o que está a acontecer à Grécia”.

“Independentemente daquilo que pensemos sobre a Grécia, sobre a forma como a Europa lida com a Grécia, pode alguém, com honestidade, preferir aquilo que os gregos estão a passar àquilo que nós estamos a passar em Portugal”, questionou.

Para Adolfo Mesquita Nunes, não se pode dizer que “está tudo feito em Portugal”.

“Ainda não é tempo de se pensar: está tudo resolvido e podem vir os socialistas gastar tudo outra vez”, frisou.


Na sessão, participou também a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, que considerou ser “claríssimo” que as apostas do Governo de coligação “foram certeiras e ganhas”.

“Mas também é claríssimo o que nós temos que fazer em tantas áreas, intensificando o caminho, os esforços, e noutras limar, ajustar, procurar ainda melhores soluções”, acrescentou.

O ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, considerou que “o PS não foi capaz de estar à altura das suas responsabilidades” e, por isso, "a escolha nas próximas eleições acaba por ser bastante simplificada por erros próprios do PS”.