O CDS-PP denunciou esta terça-feira tempos de embarque "cada vez mais demorados" no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, por falta de funcionários e linhas de rastreio fechadas, questionando o Governo sobre que ações pretende tomar para dar resposta ao problema.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, o grupo parlamentar do CDS-PP questiona "por que razão são utilizadas apenas metade das linhas de rastreio disponíveis, inclusive em horas com maior número de voos e passageiros" e se a ANA - Aeroporto de Portugal prevê a "colocação de mais funcionários junto aos pórticos detetores de metais, de modo a garantir maior fluidez" de passageiros.

Para os parlamentares centristas, "os longos tempos de espera na área de segurança do Aeroporto Francisco Sá Carneiro não se devem à falta de espaço nem de equipamentos, mas sim de funcionários, linhas de rastreio a funcionar e divisão clara entre o canal Fast Track e as restantes entradas para acesso à área para controlo de segurança e zonas de embarque".

Segundo explica o texto, "o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, inaugurou no passado dia 1 de março uma nova área de controlo de segurança, mas os tempos de espera dos passageiros para acesso à zona de embarque são cada vez mais demorados", denuncia no texto aquele grupo parlamentar.

Os deputados apontam que a abertura daquela linha pretendia responder ao "objetivo de aumentar a capacidade do aeroporto no serviço aos passageiros na zona de controlo de segurança, mantendo elevados padrões de qualidade, mas tal não se está a verificar".

O aeroporto do Porto, enumera o grupo, "tem atualmente 12 linhas de rastreio de bagagem e oito pórticos detetores de metais", insistindo que, no entanto, "os tempos de espera nas filas para o controlo de segurança são cada vez maiores, com centenas de pessoas a aguardarem a sua vez, pois a maioria das linhas de rastreio e dos pórticos detetores de metais estão fechadas, sendo utilizadas, normalmente, apenas metade, ou menos, das que estão instaladas".

O CDS-PP aponta ainda que, "a agravar a situação, está a notória falta de funcionários em número suficiente" e que "o canal prioritário Fast Track está a funcionar com muitas limitações (e de forma desorganizada), o que tem originado inúmeras queixas de passageiros".

Por isso, os deputados do CDS-PP querem ainda que Pedro Marques confirme se tem conhecimento da situação descrita e que explique "por que razão o canal Fast Track está a desaguar junto à linha de controlo de segurança de pessoas idosas, grávidas e com crianças".

Ao ministro com a pasta dos aeroportos portugueses é ainda questionado se a "é intenção da ANA - Aeroportos de Portugal proceder a uma separação clara (e física) dos canais de acesso, nomeadamente do Fast Track, evitando, assim, situações embaraçosas entre passageiros e sentimento de se pagar um serviço que não existe".