Por: Redacção / AB | 23- 10- 2009 16: 14
O líder do BE, Francisco Louçã, defendeu esta sexta-feira que o novo Governo tem de dar «respostas novas e transformadoras»,
considerando, no entanto, que o «elemento de continuidade de toda a equipa de decisão é preocupante», avança a Lusa.
Questionado
pelos jornalistas sobre se as escolhas de José Sócrates para compor o novo Executivo procuraram agradar a todos os partidos,
Louçã defendeu que «nenhuma política consistente pode agradar a gregos e troianos».
«As grandes respostas que o Governo
tem de dar, na gestão orçamental, na justiça fiscal, na resposta aos problemas da educação ou da saúde, têm de ser respostas
novas e transformadoras (...) o elemento de continuidade de toda a equipa da decisão económica, financeira, orçamental e na
resposta aos serviços públicos essenciais é preocupante neste Governo», referiu.
Para Francisco Louçã, «é preciso
para o país que haja respostas mais sensatas, mais responsáveis, economicamente mais solidárias, socialmente mais justas».
«O
que era preciso era um Governo com imensa coragem para combater essas desigualdades», disse, defendendo que «onde faltam soluções
é nas questões decisivas».
«Se temos 9 mil milhões de euros que não vão pagar impostos para offshores, quer dizer
que é uma farsa toda a grande crise orçamental do país, porque isso é mais do que o dinheiro suficiente para corrigir o excesso
do défice orçamental e é por isso que não aceitamos que nos digam que não há recursos para uma melhor educação ou para reduzir
as taxas moderadoras na saúde e acabar com a injustiça social em relação aos desempregados», concluiu.
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