"Não vejo aí um problema constitucional. Não existe. A legitimidade também não foi atingida, na minha leitura. Entre as várias maneiras de organizar o poder que cabem dentro da mesma letra constitucional, talvez as surpresas ainda não tenham acabado", afirmou Adriano Moreira à Lusa sem querer concretizar cenários.








E sublinha que "não é a primeira vez que acontece, mesmo na história constitucional portuguesa". Dá o exemplo da constituição de 33, elaborada por Salazar, em que "a figura diretamente eleita era o Presidente da República. Mas a interpretação e os factos fizeram com que houvesse uma espécie de Constituição de presidencialismo do presidente do conselho que nunca foi submetido a eleição".