Os Governo regionais da Madeira e dos Açores já reagiram à indigitação de António Costa como primeiro-ministro. O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou que trabalhará com o executivo liderado por António Costa tendo "sempre" em conta os interesses do arquipélago. Já Miguel Albuquerque assumiu que vai assumir uma “postura de diálogo” com o Governo PS. 

“Do ponto de vista institucional, o Governo Regional trabalhará com este Governo (da República) colocando sempre acima de tudo a defesa dos interesses dos Açores”, afirmou Vasco Cordeiro aos jornalistas.

À margem da discussão do plano e orçamento para 2016 no parlamento dos Açores, na ilha do Faial, Vasco Cordeiro referiu que existem matérias relativas à região que “ainda estão pendentes e aguardam as decisões que o Governo da República tem de tomar”. O também líder do PS/Açores, lembrou, por exemplo, que até ao final do ano haverá a realização de uma comissão bilateral permanente no âmbito da Base das Lajes e que o processo sobre as utilidades futuras desta infraestrutura, localizada na ilha Terceira, “ainda está em curso”, cita a Lusa.

A legislação sobre o mar, matéria sob a qual o Governo Regional tinha “profunda divergência” com o executivo da República liderado pelo PSD/CDS-PP é outro dos assuntos que aguarda solução. “Espero que um conjunto de assuntos que se arrastam há algum tempo tenham condições para evoluir favoravelmente de acordo com os interesses dos açorianos”, afirmou, alegando que ainda não conseguiu endereçar felicitações a António Costa, mas que o fará.
 

Madeira promete "colaboração institucional"


O presidente do Governo da Madeira assumiu, por sua vez, que o executivo social-democrata desta região autónoma vai assumir uma “postura de diálogo”, como de resto alega que tem feito, e de “colaboração institucional” com o novo Governo da República, chefiado por António Costa.

Miguel Albuquerque adiantou que o executivo regional “espera é que haja boas pontes de diálogo entre a Madeira e o Governo nacional”, salientando existirem “alguns assuntos pendentes” entre o arquipélago e a República.

O chefe do executivo madeirense enunciou que nesta situação estão questões como a construção do novo hospital da Madeira, outras relacionadas com a futura revisão do Estatuto Político-Administrativo da região, com o Fundo de Coesão e a “necessária revisão da Lei das Finanças Regionais”.

Instado a comparar o relacionamento do governo Madeira com os executivos da coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho, e o chefiado pelo socialista António Costa, Miguel Albuquerque respondeu: “Não vamos falar sobre as questões das possibilidades, temos de falar é com aquilo que é a realidade”.

Por isso, complementou: “Do ponto de vista objetivo, temos um novo Governo, a Madeira tem um Governo também a meio, com estabilidade e com maioria”.

“A nossa obrigação, o nosso imperativo é estabelecermos o necessário diálogo, a necessária abertura e a conversa com quem tem de tomar decisões em prol do país e também em prol da defesa daquilo que são os interesses da Região Autónoma da Madeira e da sua população”, concluiu.