Por: Redacção / AB | 19- 10- 2009 19: 27
O Bloco de Esquerda (BE) exigiu esta segunda-feira ao Governo que torne público o relatório do inquérito lançado em Maio
pelos ministérios da Defesa e Educação com o intuito de investigar as alegadas agressões a alunos do Colégio Militar.
Em
declarações à Lusa, o deputado bloquista Fernando Rosas considerou que não há «nenhuma justificação em estar a prender os
resultados do inquérito», que terá sido entregue em Setembro à tutela, segundo um documento do executivo divulgado pelo BE.
«Queremos
ter conhecimento do que diz o relatório, pelo menos a primeira versão, se ele é preliminar, seja como for, queríamos saber
qual é o estado da questão», declarou Rosas.
Na resposta do ministério da Educação ao primeiro requerimento do partido
sobre as agressões no Colégio Militar, que data do passado dia 18 de Setembro, é referido que «o relatório intercalar foi
concluído e remetido às respectivas tutelas em Julho de 2009» e que «após a recepção do contraditório, o relatório final será
ultimado, prevendo-se a sua entrega aos ministros ainda no mês de Setembro».
De acordo com o documento, durante o
inquérito «procedeu-se à audição de funcionários, alunos, professores, membros de órgãos de gestão e membros da associação
de pais e encarregados de educação» do Colégio Militar, constando do relatório um «conjunto de recomendações com vista à melhoria
do funcionamento e organização dos dois institutos militares de ensino».
Fernando Rosas salienta ainda que «há alegações
gravíssimas no que toca ao que se passa intramuros no Colégio Militar, há queixas de famílias e de alunos acerca de violentas
agressões físicas, tudo isso veio a público, o ministério abriu um inquérito, esse relatório preliminar do inquérito estaria
concluído, tê-lo-iam apresentado à tutela e morreu, não se sabe mais nada».
Programação - Semana de 13 de Fevereiro a 19 de Fevereiro
Discurso DirectoPrograma onde o que conta é a palavra do cidadão.
Olhos nos OlhosA análise semanal de Medina Carreira.
Observatório do Mundo «A marcha dos jovens contra o aborto», hoje à noite.