O acordo entre o Governo e as misericórdias para a devolução da gestão de hospitais «está praticamente fechado», faltando concluir alguns pormenores nos contratos das unidades de Fafe, Anadia e Serpa, revelou o primeiro-ministro esta quinta-feira.

«É vontade expressa do Governo que se conclua este processo num prazo muito breve», afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na sessão de abertura do XI Congresso Nacional das Misericórdias, que decorre até sábado, em Évora.

Passos Coelho defendeu que o Governo, ao «inverter a nacionalização destes hospitais que foi feita no passado», está a entregar a gestão das unidades «às entidades que mais claramente estão vocacionadas para o fazer».

«Um dos requisitos destes contratos de devolução reside na garantia de que o custo para o Estado diminuirá em, pelo menos, 25 por cento na despesa com cada um dos hospitais», o que significa que «as misericórdias farão o mesmo, ou mais, com menos recursos», assinalou o governante.

Para Passos Coelho, é «uma excelente decisão para o Estado, para as misericórdias e para as populações» e «constitui um bom exemplo dos ganhos para a sociedade, como um todo, que advêm da relação de parceria que o Governo levar mais longe».