O cabeça de lista do PCPT/MRPP por Lisboa às legislativas, Garcia Pereira, apelou esta quinta-feira ao voto, considerando que a abstenção ou o voto no PSD/CDS-PP ou PS será “mais um prego no caixão da democracia em Portugal”.

“Não ir votar ou dar o voto, seja nos partidos de traição nacional PSD/CDS que destruíram completamente o país e o venderam a retalho, seja no partido dito socialista do senhor António Costa, será mais um prego no caixão da democracia em Portugal”.


Numa ação de campanha, o candidato do PCTP/MRPP esteve reunido com o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, para conhecer os principais problemas do setor.

No final de reunião, Garcia Pereira apelou ao voto no PCTP/MRPP, considerando que “é absolutamente indispensável lutar pela constituição de um Governo de unidade democrática e patriótico que repudie o pagamento da dívida, que promova a saída do euro e que possa levar a cabo um programa de desenvolvimento económico, de emprego e igualdade social”.

O candidato afirmou também que a campanha, que termina na sexta-feira, foi “uma grande farsa”, não se tendo discutido os reais problemas do país, que “foram transformados em temas tabus” pelo PSD/CDS e PS.

“Qualquer que seja o resultado das eleições, quer ganhe o PSD/CDS, quer ganhe o PS, aquilo que se seguirá será uma aliança política entre essas forças para continuaram a aplicar a mesma política de cortes salariais e pensões, brutais aumentos de impostos e destruição da escola e saúde públicas”, disse ao fazer um balanço.

Sobre a reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos, Garcia Pereira afirmou que as denúncias feitas por José Manuel Silva correspondem à perceção do PCTP/MRPP no que diz respeito à destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS), condições de trabalho e salários dos médicos e “manipulação das estatísticas de forma a simular uma maior acessibilidade dos cidadãos aos serviços de saúde”.

“O Governo de traição nacional PSD/CDS, sempre sob o eterno argumento da necessidade do pagamento da dívida e falta de verbas, introduziu um corte na saúde quase quatro vezes superior ao que era referido e imposto no chamado memorando da ‘troika’”, sustentou.