O cabeça de lista do PCTP/MRPP por Lisboa às legislativas, Garcia Pereira, defendeu esta segunda-feira que nenhuma pensão de reforma deve ser inferior ao salário mínimo nacional, vencimento que terá de ser elevado para 555 euros.

Numa ação de campanha em Campo de Ourique, Lisboa, Garcia Pereira afirmou aos jornalistas que “a devolução imediata de todos os cortes efetuados nas pensões desde 2011” e “a elevação de todas as reformas com valores inferiores ao salário mínimo para o valor do salário mínimo, que deve ser de 555 euros” são as primeiras medidas que vai defender, caso seja eleito deputado.

O candidato do PCTP/MRPP adiantou que uma “outra medida igualmente urgente” que deve ser tomada está relacionada com o pagamento do Rendimento Social de Inserção (RSI), que deve ter como base um indexante de 300 euros, podendo ser elevado nos casos de casais em que um dos membros está desempregado e tendo em conta o número de filhos.

Em Campo de Ourique, Garcia Pereira contactou com a população e comerciantes locais, sobretudo reformados, com quem falou sobre os cortes nas pensões efetuados nos últimos quatro anos e apelou ao voto no PCTP/MRPP, partido que “garante a defesa de quem trabalha e é pobre”.

“É muito importante meter na Assembleia da República uma voz livre. A imagem de marca do PCTP/MRPP é que sempre dizemos a verdade”, disse Garcia Pereira aos vários reformados que encontrava nas ruas daquela zona de Lisboa.

Entre cumprimentos e distribuição de panfletos, que já não contêm a frase “Mortes aos Traidores”, o cabeça de lista do PCTP/MRPP por Lisboa insistia sempre na política do PSD e CDS-PP, que ficou marcada pelos “cortes das pensões e salários”, além da “destruição do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública”.