Durante o debate quinzenal que decorre esta sexta-feira no Parlamento, António Costa chamou, por duas vezes, “primeiro-ministro” a Pedro Passos Coelho.

Duas gafes em menos de 30 segundos quando o Primeiro-Ministro, António Costa, respondia ao deputado do PSD, Passos Coelho. Costa até disse que cria olhar para o futuro, mas foi um regresso ao passado:


“Eu compreendo e respeito a dificuldade que o senhor primeiro-ministro tem em libertar-se dos últimos quatro anos, agora, há de compreender que o meu dever é governar o dia de hoje com os olhos postos no futuro e não passar o tempo a alimentar consigo um debate sobre o seu passado”, disse Costa, sem se aperceber do lapso e, aparentemente, Passos Coelho, também, mantendo a expressão inalterada, apesar dos risos que se ouviram no hemiciclo.


Feita uma pausa, António Costa retomou a sua intervenção, começando a frase com “Senhor primeiro-ministro”, e os risos nas bancadas ecoaram mais alto. Desta feita, Costa emendou a palavra, e corrigiu a frase para “senhor deputado”.

"Senhor deputado Pedro Passos Coelho, com toda a cordialidade, convido-o a vir para o presente, porque no presente é muito bem recebido. E no presente encontrará um largo futuro. Não fique prisioneiro do passado, porque esta é a altura de virar a página relativamente ao passado", completou António Costa.

Um momento de boa disposição no Parlamento, após Passos Coelho, com um ar grave, ter exigido explicações a António Costa sobre o Orçamento do Estado:

“Era fundamental que o governo tranquilizasse o país quanto às intenções que tem relativamente à política orçamental”, afirmou Pedro Passos Coelho, acrescentando que “não houve praticamente instituição ou entidade independente, nacional ou estrangeira, que não tivesse chamado a atenção para os problemas de irrealismo de que enforma as intenções que o Governo manifestou a propósito do draft do Orçamento”.


Numa espécie de estágio para o debate sobre o Orçamento do Estado, marcado para 22 e 23 de fevereiro, coube a António Costa defender os números de Mário Centeno. O ministro das Finanças está ausente do debate.