O fundador e militante número um do PSD, Pinto Balsemão, defendeu uma reforma de lei eleitoral e uma revisão da Constituição que equacione a existência de uma segunda câmara no parlamento e a natureza do sistema semipresidencial.

No jantar de encerramento da sessão legislativa do grupo parlamentar do PSD, na Assembleia da República, Francisco Pinto Balsemão defendeu reformas que considera «fundamentais», como o voto eletrónico e a «lei eleitoral, que já devia estar mais do que revista e adaptada às circunstâncias que não têm nada a ver com as circunstâncias da lei eleitoral no tempo em que ela foi apresentada e aprovada».

«Refiro-me também a uma revisão constitucional, que não seja apenas para limpar, mas para equacionar provavelmente questões importante, como a existência de uma segunda câmara, como por exemplo, a própria natureza do sistema de governo semipresidencialista», afirmou.

«São assuntos de fundo, que devem ser debatidos e a sede para esse debate é o parlamento», como reporta a Lusa.

Pinto Balsemão, que coordena as comemorações dos 40 anos do PSD assinaladas este ano, falou também da necessidade de consensos, elegendo o PS e o CDS-PP como os partidos que partilham com os sociais-democratas o mesmo padrão que permite esses compromissos.

«Penso que o PS - que todos os dias está a dar este triste espetáculo de tardes da má língua e noites da má língua, o que é confrangedor, mas é assim que está a acontecer - tem a mesma visão da democracia de padrão ocidental do que nós. Portanto, é possível esse entendimento, bem como com o CDS», apontou.

O antigo chefe de Governo quis prestar «homenagem» ao atual primeiro-ministro, pela forma como tem governado e lidado com, por exemplo, a coligação com o CDS-PP, «que nem sempre é fácil de gerir».