“Vou votar no professor Marcelo Rebelo de Sousa. [Porque], primeiro, somos amigos há 50 anos, segundo, somos colegas de faculdade há 30 e tal, 40, e, terceiro, reconheço que é um dos políticos mais inteligentes, mais competentes e mais capazes de exercer a função presidencial como ela deve ser exercida. (…) Olhando para os seus adversários, sobretudo para os mais fortes, não encontro ninguém que tenha o mesmo nível de conhecimentos jurídico-políticos, constitucionais, administrativos, financeiros e internacionais. Não encontro ninguém com uma experiência política tão forte do que foi a vida portuguesa desde 1974.”






“Eu tinha na minha frente o dr. Mário Soares, que foi o maior político que Portugal conheceu nos últimos 41 anos. O dr. Marcelo Rebelo de Sousa não vai ter nenhum Mário Soares à sua frente. Portanto, a tarefa dele está mais facilitada por aí, mas também por outra coisa: (…) [Eu] não tinha dez anos de um programa semanal na televisão.”










“Suponho que o dr. Paulo Portas tenha tomado esta decisão porque já estava há muitos anos [na liderança do CDS]. E aguentar os maus-tratos que o dr. Passos Coelho lhe infligiu durante quatro anos e meio deve ter sido o período mais difícil da [sua] vida política. Humilhações públicas, [como] só saber qual era a proposta de Orçamento no mesmo momento em que os outros ministros sabiam, houve variadíssimas humilhações em público. (…) O dr. Paulo Portas foi um excelente líder do CDS, e pegando na velha frase de que as árvores se avaliam pelos seus frutos, quem é que conseguiu levar o CDS ao Governo? Foi o fundador do partido, levou o CDS a quatro Governos, e o dr. Paulo Portas que o levou a três.”