Por: Redacção / PP | 11- 12- 2009 13: 16
Filipe Lobo d`Ávila, deputado do CDS-PP, defendeu esta sexta-feira que o Governo deve substituir o procurador Lopes da
Mota na presidência do Eurojust, caso se confirme a suspensão de funções, uma «sanção muito grave», escreve a Lusa.
«Segundo
foi noticiado, o relatório final propõe uma das sanções mais graves que é a suspensão de funções. A confirmar-se que esta
sanção será efectiva, entendemos que não restará outra alternativa ao senhor ministro da Justiça que não seja iniciar os procedimentos
para substituir Lopes da Mota no Eurojust», defendeu o deputado.
Ao Governo «não resta outro caminho» mesmo que,
juridicamente, a suspensão efectiva não implique a substituição imediata.
Freeport: Lopes da Mota deverá ser suspenso
Também o PCP exigiu esta sexta-feira ao Governo
que clarifique se mantém a confiança no procurador Lopes da Mota na presidência do Eurojust, a confirmar-se a suspensão de
funções proposta no relatório do conselho superior do Ministério Público.
Em declarações aos jornalistas no Parlamento,
o deputado António Filipe considerou que a «gravidade da sanção proposta confirma a gravidade das pressões exercidas sobre
procuradores do ministério público que exerciam funções no caso Freeport».
António Filipe frisou que o anterior
ministro da Justiça, Alberto Costa, e o anterior Governo, revelaram depositar confiança em Lopes da Mota «ao não tomar qualquer
atitude relativamente à permanência» do procurador na presidência do Eurojust.
«Perante esta notícia, o ministro
da Justiça não pode continuar a manter essa confiança e impõe-se que haja de facto uma tomada de posição por parte do Governo
relativamente à manutenção em funções do procurador Lopes da Mota como representante de Portugal no Eurojust», defendeu.
O
projecto de acórdão será apresentado dia 16 na reunião da Secção Disciplinar do Conselho Superior do Ministério Público.
Bloco
espera pelas conclusões do processo
Já a deputada do BE, Helena Pinto considerou que é preciso esperar pela conclusão
do processo disciplinar instaurado ao procurador Lopes da Mota e só depois devem ser tiradas conclusões sobre se houve pressões
sobre magistrados.
«Em relação ao caso concreto, nós queremos esperar que este processo chegue ao fim, que seja esclarecido
como em qualquer processo judicial e sejam condenados os culpados e inocentados quem não tem nada a ver», afirmou a deputada.
Helena Pinto frisou que o BE condena «qualquer tipo de pressões» assim como «qualquer jogo de sombras» mas frisou
que o processo relativo ao presidente do Eurojust não chegou ainda ao fim e que até lá não se podem tirar conclusões políticas.
«Sempre
defendemos o afastamento»
Já o líder parlamentar do PSD, Aguiar-Branco recusou comentar o processo disciplinar,
mas lembrou que o seu partido sempre defendeu o seu afastamento pelo Governo.
Questionado pelos jornalistas, no Parlamento,
Aguiar-Branco respondeu que desconhece esse projecto de acórdão e que o PSD não se pronuncia em concreto «quanto a processos
judiciais ou disciplinares que estejam em curso».
«Sobre essa matéria, o PSD sempre referiu que a sua posição não
tinha nada a ver com o processo disciplinar», referiu, acrescentando que aquilo o que o seu partido sempre defendeu foi «a
demissão» de Lopes da Mota de representante de Portugal na Eurojust pelo Governo. «É o que sempre defendemos e achamos que
o Governo não agiu correctamente», declarou o líder parlamentar do PSD.
Programação - Semana de 12 de Fevereiro a 18 de Fevereiro
SOS - Serviço de AlertaA perspectiva dos profissionais que respondem a situações de emergência, em Portugal.
Terreiro do PaçoO jornalista Henrique Garcia convida Alexandre Quintanilha e Hernâni Santos.
Take Off - Ordem para DescolarO fantástico mundo da aviação. Para o baptismo de voo, convidámos Mafalda Teixeira.