Por: Redacção / CP | 4- 10- 2011 23: 55
O líder do Bloco de Esquerda considera que Alberto João Jardim «já não conta na governação» do arquipélago e é apenas «um
moço de recados» dos interesses instalados na economia da região.
«Alberto João Jardim - só ele não percebeu - é
hoje um moço de recados desta gente que manda na economia, nas empresas, no partido e no Governo. Já não conta na governação.
Aliás, o problema nestas eleições já não é Alberto João Jardim. Ele acha que é. Canta, dança e insulta nos comícios (...)
mas ele nada mais faz do que saltar, gritar, insultar e gozar nos comícios, porque mandar, não manda, decidir, não decide»,
disse.
Para saber «quem realmente manda na Madeira», afirmou Francisco Louçã, num jantar/comício no Funchal, aconselha-se
um olhar para «quem está atrás» do presidente do Governo Regional.
«Não é Alberto João Jardim, é Jaime Ramos e os
seus empresários, os que fizeram a dívida. Os que sabem que a partir de segunda-feira vai ser um salve-se quem puder, porque
eles que fizeram a dívida não querem pagar a dívida. Encheram os bolsos com mordomias, com contratos, com vantagens, mas não
querem responder pelo bolso cheio que têm», apontou.
Trata-se de «meia dúzia de famílias do PSD/Madeira» e de «cinquenta
empresas que têm todos os negócios que contam nesta ilha». «Mandam na construção, nos cimentos, no turismo, nos combustíveis,
na publicidade, no rent-a-car, no teleférico, no futebol, num jornal, nas rádios, mandam em todos os negócios do orçamento
regional e não querem responder», elencou.
Os culpados da «ruína da dívida da Madeira», frisou Louçã, são os que
qualificou como «o polvo jardinista». «É à volta dele que está a culpa, é nos seus amigos, nos seus compadres, nos seus cúmplices
que está a ruína da dívida da Madeira. É aí que está a colónia moderna», afirmou.
No comício, que decorreu no Tecnopólo
do Funchal, Louçã denunciou o que considerou ser «um golpe do baú» a ser preparado contra os madeirenses.
«Agora
o PSD e o CDS estão os dois juntos em Lisboa e na Quinta da Vigia a preparar um aumento de impostos contra quem não fez a
dívida (...) porque eles querem que sejam essas pessoas, o povo mais sofrido, quem precisa do pouco que tem a pagar agora
os desvarios desta economia», acusou.
Perante os apoiantes bloquistas, Louçã deixou sugestões de áreas onde é possível
poupar no orçamento regional, nomeadamente em financiamentos à comunicação social, o «esbanjamento» de dinheiro em clubes
profissionais ou sociedades de desenvolvimento.
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